Indicadores de RH: entenda como evitar as métricas de vaidade

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Métricas definitivamente fazem parte da dinâmica empresarial. Recolher informações, cruzar dados, mensurar desafios e resultados são práticas constantes e necessárias. Os indicadores de RH definem bem esse ciclo. Porém, eventualmente eles podem se tornar prejudiciais para a empresa. Isso porque indicadores mal aplicados podem acabar virando métricas de vaidade.

Se você nunca leu ou ouviu essa expressão, esse é um ótimo momento para entender o que ela significa e como é possível evitá-la. Neste artigo, apresentaremos quais são os indicadores de RH aliados da gestão e os que podem se tornar armadilhas para os resultados. Acompanhe!

O que são indicadores de RH

Também conhecidos como KPI’s — sigla para Key Performance Indicators —, os indicadores de RH tornam possível o acompanhamento das métricas relacionadas ao capital humano de uma organização.

Eles são fundamentais para a tomada de decisões no que diz respeito à gestão de pessoas, pois é por meio deles que são mensuradas questões como desempenho, satisfação e alinhamento do profissional com a empresa.

Entre os indicadores mais usados no meio corporativo estão os de frequência, produtividade, rotatividade e engajamento. Porém, existem inúmeras possibilidades de KPI’s a serem usadas. É por isso que se corre o risco de aplicar medidas inválidas e da avaliação ser comprometida.

A armadilha das métricas de vaidade

Visualize o seguinte cenário: o colaborador de uma companhia chega pontualmente todos os dias, não estende seu horário de almoço e tem pouquíssimas faltas. Ao se basear apenas em uma métrica de absenteísmo, ele é exemplar, certo?

Exemplos como esse mostram o perigo das chamadas métricas de vaidade. Afinal, elas são superficiais e não informam dados realmente relevantes. O colaborador citado acima não busca capacitação ou crescimento profissional e não tem conseguido alcançar suas metas. Mas esses dados não aparecem com o indicador usado.

Métricas de vaidade não são úteis para a tomada de decisões inteligentes. Na pior hipótese, elas podem ainda motivar passos equivocados. Alguns exemplos de indicadores que podem acabar se tornando métricas de vaidade são:

  • pontualidade ou absenteísmo;
  • avaliação de desempenho apenas quantitativa e não incluir a qualitativa;
  • avaliação de reação como indicador de sucesso de treinamento;

Os indicadores que fazem a diferença

O movimento de recolher e mensurar dados sem estratégia gera gastos de tempo, recursos e capital humano. A liderança deve estar atenta ao uso de indicadores de RH que façam a diferença nos resultados e que possam viabilizar mudanças e avanços.

Os indicadores que podem ser extremamente eficazes são:

  • turnover;
  • adaptação à cultura organizacional;
  • nível de satisfação e engajamento;
  • retenção de talentos;
  • desempenho e produtividade;
  • aceleração da curva de aprendizagem;
  • recrutamento e seleção assertivos.

Como você viu, são muitas as opções de KPI’s. Uma gestão eficaz precisa analisar com rigor quais deles vão gerar informações que serão convertidas em mudanças positivas e estratégias de sucesso. Usados com sabedoria, os indicadores de RH são grandes aliados da liderança para a produção de resultados.

Se você é líder ou gestor, é indispensável conhecer bem sobre a formação de sucessores. Por isso, preparamos um artigo que mostra a importância de investir na preparação de um pipeline de liderança. Não deixe de ler!



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